“Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada.
“E machuca querer tanto alguma coisa que você não pode ter.
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Não seja aquele tipo de pessoa que busca, acha, e depois sai correndo com medo.
Procurava e procurava o celular, e o fone naquela bolsa que nada mais cabia. Cheia de coisas, de papéis que acho que nunca mais vão ser úteis. Tudo uma enorme bagunça que eu mexia enquanto passava pela estrada. Descansava, e, observava a paisagem que passava por aquele vidro riscado meio aberto. O vento fazia os fios do meu cabelo dançarem, numa leve melodia sem música alguma. Animais comendo capim perto da cerca que não os deixava escapar. Mas o que via na minha mente eram lembranças, planejamentos de uma vida. Algo que não podia escapar sempre que sentava no banco confortável do carro e me encostava. Nem o barulho do rádio ligado me tirava daquilo, eu sempre me perdia em minha mente. Afinal, como resolver aquilo, arrumar aquele erro, fazer tudo certo quando saísse do carro? E era lá que me lembrava do que não queria, de paixões inevitáveis e de amizades perdidas. Apenas pensando em soluções que não encontrava, em atos que não se descrevem, em palavras que não existem… Não conseguiria evitar as lágrimas, que já enchiam os meus olhos, de caírem. Por tudo ser tão triste, tão nostálgico e confuso, que eu já não sabia pra onde ia.
Deitava-me no banco traseiro com espaço de sobra para mim. Já chorando, tentava esconder minhas lágrimas para que quem dirigia não as vissem. O sol e a fraca ventania que batiam no meu rosto deixava minha mente muito mais equivocada. Queria descansar do tormento, queria dormir. Então olhava minha bolsa ainda aberta ao meu lado, toda bagunçada. Aé, uma boa música pode me fazer relaxar agora, quando preciso. Nada como uma ótima canção a soar no meu ouvido e me levar em suas letras, me fazendo esquecer daquilo que não era para lembrar. — in—compreendida
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